• Ana Palombo

Acúmulo de trabalho: é só grito, paçoca e bomba na Palombina

Atualizado: Ago 31





Esse é um título diferente para falar sobre como anda o trabalho aqui na Palombina, não é? Acontece que, dia desses, fui no banheiro e parei para ler um texto - eu sei que você tá sorrindo e me julgando, mas sei também que faz isso, viu? Nem vem. O texto era sobre "fazer o trabalho que está na sua frente" (Austin Kleon, em inglês). Menine, mas isso fez tanto sentido pra mim nas últimas semanas.


Na Palombina, nós estamos no meio de um processo de mudança. Na minha cabeça, é como se a empresa fosse uma casa antiga cheia de caixas e pacotes de coisas da mudança para colocar na casa nova. Para ser bem sincera não é a primeira mudança da Palombina e eu sei mais ou menos como as coisas funcionam, só que a grande diferença dessa mudança é que não me sinto sozinha. 


Estamos todos mudando juntos, o time todo se empenhando para dar nosso melhor e arrumar a casa nova para que possamos criar um ambiente agradável e construir uma convivência produtiva para cada um e todos juntos. 

Não é nada fácil, viu? 


Ainda mais porque decidimos mudar no meio de um turbilhão de trabalhos. Então, soma-se à todos os afazeres, o processo de encontrar minuciosamente o que trava cada um dos fluxos de trabalho, encarar o problema, etiquetar com soluções, desapegar dos erros, empacotar os acertos junto com métodos novos e levar tudo isso na mudança junto com novos hábitos.


É uma loucura fazer tudo isso junto! Me sinto praticamente puxando uma quadrilha junina.

Se você já participou de uma dança de quadrilha, deve saber como funciona: tem o padre que tem que fazer o casamento, apaziguar a briga entre as famílias dos noivos, entreter os convidados, fazer o balancê, o túnel, guiar o caracol e além de tudo avisar quando “Olha a cobra!” e ainda por cima perceber se “é mentiiira…”.


Um novo grito, paçoca e bomba (referência à Popozuda, Valesca).


Trabalho pra que te quero


No meio dessa mudança junina eu parecia um robozinho trabalhando, era check atrás de check. No fim do dia a lista de afazeres do dia seguinte.. É mentiiiira! No fim do dia, a lista dos afazeres da noite já estava pronta, assim como a janta e o horário que ia recomeçar o terceiro turno.


Eu trabalhei mais horas do que dormi. E não falo isso com peso nem orgulho, coloquei na minha cabeça que era uma fase e fazia parte do processo de mudança entregar tarefas atrasadas. E, mais uma vez, não estava sozinha nessa: criamos uma missão coletiva de se empenhar com afinco nas tarefas e tentar reduzi-las ao máximo. 


E semana passada eu tive um reforço que estamos no caminho certo. No final da nossa reunião diária de sexta-feira, nossa amada COO falou: “gente, obrigada. Vocês entregaram no prazo e não travaram o fluxo dos serviços”. Tão simples, tão pequeno e ainda assim tão gratificante! Fiz até o balancê mentalmente.


Por isso, que acredito que o texto do Kleon tenha vindo na hora certa. Não se trata apenas de acumular tarefas ou checks, é muito além disso. Trata-se de criar um fluxo contínuo, trata-se de dar continuidade no nosso trabalho, na nossa vida, na nossa história.


Na próxima semana, já não vou trabalhar todas as manhãs, tardes e noites como fiz nas duas últimas semanas. Está na hora de desacelerar e manter o passo.


Não queremos acumular mais tarefas, trabalhos ou acumular histórias de clientes. Queremos criar trabalhos, criar tarefas e compartilhar histórias de clientes. Para ter essa segunda perspectiva temos que viver a vida um pouco mais leve, um pouco mais lenta e muito mais rica, saboreando cada passo.


Afinal, como em toda aventura, tem horas que a gente tem que fugir de dragões ou correr atrás dos inimigos; só que nas outras horas temos que aproveitar o movimento, enxergar o caminho e seguir colecionando sorrisos e momentos. Um passo de cada vez, um dia de cada vez, uma tarefa de cada vez.

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