Quando a gente esquece de respirar...



Hoje acordei meio nhé.


Chamo assim aqueles dias que você não está radiante, tampouco infeliz ou ingrata. Apenas... nhé.


São aqueles dias que você costuma fazer as coisas no seu tempo, com sua música, seu jeito, seu momento de parar tudo e olhar o céu ou coçar as costas.


Em dias assim eu sinto necessidade de inserir pequenos momentos que me fazem bem. Terminar a xícara de café com os pés no sol, ler por 20 minutos em um cantinho diferente, comer aquele biscoito especial em um prato bem chique e, é claro, perder 15 minutos para fazer fotos do biscoito mais lindo que já vi.


São momentos simples que eu sei que me fazem sorrir. É como se, nesses poucos minutos, eu pudesse desacelerar minha cabeça e entender que estou presente, vivendo, criando, trabalhando e aproveitando o que a vida tem de melhor a oferecer.


Pode ser estranho pensar assim, só que eu preciso sentir que estou curtindo além de só vivendo.


Se tem uma coisa que aprendi é que se eu não me sentir bem comigo mesma, não vou conseguir me sentir bem com ninguém ao meu redor. Na vida, pra mim, esses detalhes fazem toda a diferença.


Então hoje decidi começar meu dia com uma xícara de café no sol, acompanhado do meu caderno de anotações (chamo ele assim porque me sinto adolescente demais ao chamá-lo de diário).


Peguei o caderno, a xícara e passei a mão na flor que ganhei de surpresa do namorado.


Por impulso ou inspiração, quando coloquei todos os elementos em um cantinho específico, vi a foto perfeita. ❤️


Céus, como amo quando vejo fotos!


Peguei o celular e aproveitei o momento para fazer um pequeno ensaio deste momento.


Talvez tenha sido o momento, talvez tenha sido a intenção, talvez a música que coloquei para tocar, talvez o café na xícara preferida que sempre acho linda ou talvez tenha sido a rosa que me inspirou com um gesto tão lindo e surpreendente.


Ou talvez tenha sido tudo junto... A inspiração da rosa, a vontade de me conectar comigo mesma através das fotos, meu desejo de compartilhar pensamentos e palavras.


Talvez nunca seja uma coisa só.


A intenção de fazer ou querer algo passa pelos nossos interesses, que passam pelo nosso repertório de experiências e vivências, que passa pelo nosso humor e desemboca em algo totalmente novo, complexo e real.


Essa coisa louca de viver como um ser humano é tão gigante!


São tantos níveis de atenção que, se prestarmos atenção em cada um deles, logo esquecemos como respirar.

Espera. Aimeudeus. Inspira, isso... expira. Ins...

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