Prazer, Gabi: Como uma apresentação pode criar conexões?


Eu gosto da ideia de apresentações, por meio delas é que conseguimos nos aproximar de uma marca, entender seu propósito e saber se seus ideais condizem com o que acreditamos.

Nesse momento, escrevendo uma apresentação, sinto uma tremenda dificuldade, por que eu não sou uma marca. Então, como vou conseguir resumir 28 anos vividos em algumas linhas?!

Outro ponto que fiquei reparando nas apresentações que eu vejo sobre uma marca, produto ou em rodas em que as pessoas precisam se apresentar, é que geralmente as pessoas começam suas apresentações pelo seu nome.

"Oi, eu sou fulano, tenho 30 anos e sou formado em…” - E por aí as pessoas despejam seu Linkedin na conversa.

Já reparou que sempre, quando temos que nos apresentar, acabamos falando mais sobre nossa formação do que realmente algo sobre nós, quem somos e o que gostamos?


Eu acho que isso acontece pela dificuldade que temos em olhar para nós mesmos (hum kkk). Digo isso, baseada em minhas próprias inseguranças e no mecanismo da nossa sociedade, onde status acaba valendo mais do que quem realmente somos.

Depois de todo esse cócócó (mais uma gíria ai mores), vou me apresentar! 🙌

Eu sou a Gabriele, tenho 28 anos e sou formada… Não, calma, vamos de novo!


Agora sim, minha apresentação.

Eu sou a Gabs, o número que representa minha idade é o 28, sou de São Carlos, uma cidade do interior de São Paulo, bem interior mesmo. Tenho minhas raízes na terra (Rei do Gado, corre aqui!), morei até meus 16 anos com meus pais no sítio e depois parti para a "cidade grande" (no caso São Carlos, que fica a 15 min do sítio).


Desde pequena sempre fui uma criança inconformada com as coisas ao meu redor. Os anos foram passando, eu fui crescendo, adquirindo consciência... E as coisas só pioraram. Afinal, depois que você cria consciência de classe, não se tem um minuto de paz.

Sempre estudei em escola pública e tive condições para ter uma vida feliz, uma infância regada de lembranças boas e uma adolescência com todos os dramas que precisam ser vividos. Em 2012 ingressei na universidade - Universidade Federal de São Carlos, a famigerada UFSCar, a primeira na família a chegar no ensino superior (fica aqui um grande "xupa" para meu tio tóxico). A Universidade me tornou uma bibliotecária e posteriormente uma mestra em Ciência da Informação. E então, graças aos perrengues e alegrias da vida acadêmica, o mestrado me modificou por inteira.


Quem escreve aqui hoje é a Gabriele, uma mulher preta que sabe bem o que quer (às vezes nem tanto), e acredita que nada é impossível quando realmente quer algo.

Nesses dois últimos anos, com o mestrado rolando, eu saí do meu emprego antigo em um arquivo e parti para o mundo descobrir o que a Gabi gosta de fazer!


Eis que entrei para o ramo de tecnologia, está na moda né? Fiquei um ano atuando como desenvolvedora e atualmente me encontrei na área de qualidade, sou analista de qualidade de software (passando por outra mudança, mas isso também fica para uma próxima).


Vocês sabiam que dá para se apaixonar pelo que faz e ainda ganhar dinheiro para pagar os boletos?


Qual o propósito desta apresentação?

Mas a questão que fica é:Qual o propósito desta apresentação?”

É conseguir levar o conhecimento que eu tenho para outras pessoas, tentar ajudá-las por meio do compartilhamento de palavras, ideias, medos e anseios de uma pessoa que sonha em mudar o mundo! E, se não conseguir mudar, que pelo menos faça dele um lugar mais leve e empático.

É aproximar você, que está aí do outro lado da tela, do mundinho de Gabriele, que é várias pessoas em uma só: é filha, amiga, mulher preta, empresária, bancária, analista de qualidade, mestra, crossfiteira, amante de fazer vários nada, dançarina e que está louca para colocar muitos mais adjetivos nesta lista.


Depois de quase um ano adiando esse projeto comigo mesma, quero compartilhar coisas que eu acho que outras pessoas deveriam saber também. Então, estou encarando o convite da Palombina, para começar a escrever sobre o mundo de Gabi e o que passa nessa cabeça que não para.


E já que todo mundo está pedindo, vem aí...

Prazer, eu sou a Gabriele! 😉




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Glossário de gírias

kkkkkk = quando você ri de algo engraçado em meio digital.

hahaha = quando você ri de algo muito engraçado em meio digital.

hum kkk = expressão que pode ser usada em qualquer ocasião. (Alerta, um caminho sem volta!).

Cócócó = Falatório, história longa até chegar a parte principal da história.

Rei do Gado = Novela dos anos 90, um romance entre Bruno e Luana, descendentes de duas famílias de imigrantes italianos que fizeram fortuna no Brasil, com a criação de gado.

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