• Ana Palombo

Quanto tempo você gasta longe de você?


Vivemos afirmando para nós e para os outros que não temos tempo. Eu sei que você já disse isso alguma vez, assim como eu.


Apesar de saber que você não estava mentindo, tenho que perguntar: você já reparou quanto tempo gasta em hábitos que você mesmo critica nos outros? Seja rolando os feeds das redes sociais, seja reclamando de comportamentos (inclusive do hábito irritante que as pessoas tem de reclamar de tudo), seja gastando tempo em filas ou processos desnecessários… Quanto tempo a gente gasta com tudo isso?


Constantemente me pego pensando no modo que eu me comporto. E recentemente estava fazendo uma tarde da pós graduação e me deparei com uma pergunta que aparenta ser bem inofensiva: Qual meu distanciamento de mim mesma?


Assim, tão simples e tão profunda.


Essa resposta me fez analisar coisas positivas sobre mim, como listar o que já aprendi com experiências ou como celebrar pequenas conquistas com uma anedota de reconhecimento. Mas também me fez olhar para coisas que considero pontos para trabalhar nas minhas atitudes, como algumas coisas que não gosto sobre meus hábitos e que gostaria de mudar.

 

Quando terminei de traduzir todas essas reflexões em palavras, percebi que muitos dos pontos que levantei no texto envolviam uma “rotina ideal”. Ou seja, envolviam certos hábitos e comportamentos que eu acredito serem parte de uma vida saudável e alegre para mim.


Qual é então a minha rotina ideal?


Quais hábitos preciso ter para garantir que vou ser uma melhor versão de mim mesma? O que posso incluir na minha rotina que me faz bem? Ao mesmo tempo, o que quero tirar da minha rotina que me faz mal?


Comecei a lista pelos tópicos que não podem faltar na minha rotina: leitura diária, exercícios, alimentação saudável e colorida, tempo para pausas, tempo para família, tempo para


Opa, peraí. Na minha rotina eu preciso de tempo?


Mesmo que eu cumpra uma rotina “ruim” (ou seja, bem longe do ideal), ainda assim o tempo é o mesmo que o tempo disponível para a tal “rotina ideal”.


A verdade é que eu não preciso de tempo.


O que preciso é apenas priorizar e entender para onde esse tempo está se desviando. Para onde o tic tac me leva, se não é para aquilo que eu planejei? Será que eu estou gastando tempo demais longe daquilo que eu quero pra mim, daquilo que me faz bem?


Então minha dica é para você refletir um pouquinho quão distante você está de si mesmo. Quanto tempo está gastando longe de você, daquilo que você acredita e almeja?


Sabe, dizem por aí que a vida é um eterno gastar-se por aquilo que vale a pena. E acho muito válido pensar que esse "gastar" aí está mais para um ótimo investimento. 

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